Trajeto
do dia 16/04:
Laranjal Paulista - Botucatu
07º dia
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Começou
o dia e vamos embora, com capacete
novo e vigor redobrado. Nossa
intenção era chegar
em Barra Bonita, mas sabíamos
que seria quase impossível.
Este era o único trecho
totalmente desconhecido para
nós. Porque foi exatamente
esse pedaço que fizemos
de carro na última viagem,
quando tivemos nossas bicicletas
apreendidas.
Este trecho de Laranjal Paulista
a Botucatu, foi o que fizemos
com o Senhor João, aquele
que guardou meu capacete até
hoje. Bem como o caminho era
novo para nós, não
imaginamos o quanto seria difícil.
Pedalamos mais de 50 quilômetros
sem acostamento e com um tráfego
muito pesado. Muitos caminhoneiros
fazem esse trajeto para fugir
dos pedágios da Castelo
Branco. Acontece que não
consegui sentir, de carro, o
quanto tem subidas nesse trecho.
No meio do caminho, ainda tivemos
tempo de apreciar uma casa lotada
de cataventos, no distrito de
Maristela. Mesmo pedalando por
diversas subidas e descidas,
como vocês podem notar
que, todos os dias a altitude
no começo era maior que
no final, ou seja, estávamos
sempre descendo. Mas este é
justamente, o trecho em que
mais nos afastamos do Rio Tietê.
Para complicar mais ainda, existe
uma serra no meio do caminho.
Muitas subidas e descidas, mas
com um número cada vez
maior de subidas.
Começamos o dia com 500
metros de altitude e logo na
primeira subida chegamos a 600.
Mas não parou por ai,
com uma seqüência
de subidas e descidas, atingimos
700 metros. Quase a mesma altitude
da capital, olha que nem chegamos
na serra. Um forte sol que se
escondia nas nuvens de vez em
quando. Logo avistamos a serra
de Botucatu com a visão
do gigante deitado. Uma bela
formação rochosa
com a aparência de um
homem deitado.
Mais algumas longas subidas,
e avistamos a serra. Ou seja,
não deu para avistar
muito bem, pois ela estava cercada
por muitas nuvens de chuva.
Mais um problema, ou seria mesmo
um problema? Nem esperamos a
chuva passar e seguimos de encontro.
Começamos a pedalar no
pé da serra a uma altitude
de 650 metros. Nossas bikes
estavam pra lá de travadas.
Devido as chuvas de dias anteriores,
e também por passar óleo
de carro nas correntes. Idéia
do nosso amigo Cláudio,
que achou besteira levar uma
lata de lubrificante de corrente.
Minha corrente já havia
até quebrado no dia anterior,
de tão travada e cheia
de sujeira, tanto é que
arranquei 4 gomos da corrente.
Encarávamos então
uma subida de 5 quilômetros,
cheios de bagagens e com as
bikes em condições
lastimáveis. Ainda por
cima, uma forte garoa caiu em
todo o trecho de serra. Mas
ao invés de atrapalhar,
essa chuva acabou nos ajudando,
pois ela deu uma refrescada
no nosso corpo, ajudando a agüentar
a escalada interminável.
E que escalada, quando atingimos
o topo, nosso GPS marcava 910
metros de altitude, ou sejam
mais alto que a Capital.
A
essa altura estávamos
numa corrida contra o relógio,
pois combinamos nos encontrar
com o pessoal da Globo de Botucatu
as 14:00. Chegamos no alto da
serra as 15:00 e ainda tínhamos
que pedalar uns 10 km para chegarmos
na cidade. As 16:00 chegamos
definitivamente na cidade e
fomos para os estúdios
da TV Tem. De lá fomos
de carro, com a reportagem até
o Rio Tietê, pela estrada
que liga a cidade com Jaú.
Lá eles fizeram algumas
tomadas nossas registrando o
rio, com um belo por do sol.
Voltamos para a cidade e lá
seguimos para a estrada, onde
fizemos novas tomadas e entrevistas.
Depois de liberados seguimos
para o centro e achamos um hotelzinho
para ficar.
Saldo do dia:
Distância percorrida –
87.32 km
Total já pedalado –
508.87 km
Tempo de pedal do dia –
05:37:40h
Tempo de pedal da viagem –
29:02:26h
Velocidade média do dia
– 16.0 km/h
Velocidade máxima do
dia – 55 km/h
Altitude da Nascente –
1.028 m
Altitude máxima do dia
– 910 m
Altitude do destino (Botucatu)
- 890 m
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