Bicicletada de Fevereiro, atingindo a “Massa Crítica”
03/03/2009
Video da Bicicletada Paulistana de Fevereiro
Este será um relato da minha bicicletada. Hoje a Bicicletada Paulistana tomou proporções tão grandes que é comum termos várias bicicletadas dentro da mesma Bicicletada. Dessa vez levei minha mulher e meu bebe de dois anos e meio. Meu filho que para meu orgulho já adora pedalar e já tem até sua fixa.
Pouco depois das 20h00 a massa partiu. Cerca de 400 (ou 500) ciclistas saíram da praça. Demorei a sair, pois tinha que prender a bicicleta do meu filho no bagageiro. Quando sai, ainda tinha gente na praça e a massa já estava depois do Conjunto Nacional (umas 3 quadras depois da Praça do Ciclista)
Uma volta básica pela Paulista e na volta, passamos pela Ghost Bike da nossa amiga Marcia. Lá uns ciclistas pintaram um stencil gigante gerado a partir de uma foto que eu tirei dela.
A massa seguiu para os Jardins, no caminho uma invasão das bicicletas no Túnel Tribunal de Justiça. Depois uma parada na Clodomiro Amazonas, estava lá atrás e só vi uma viatura da policia no meio da massa. Só depois fui saber que um motorista inconseqüente, jogou sua máquina de duas toneladas em cima de uma ciclista, pois não se conformou em esperar um pouco de tempo para a massa passar.
Duvido que esse mesmo motorista, jogue seu carro em cima de outros veículos, quando ele fica diariamente preso no trânsito causado pelos 3 milhões de automóveis (a maioria com uma pessoa dentro) que tomam as ruas das nossas cidades.
A Massa Crítica já faz parte das manifestações culturais da cidade de São Paulo. A cada mês, um número maior de ciclistas tomam as ruas da cidade. Muitos foram os paulistanos que motivados pela Bicicletada, passaram a adotar esse novo meio de transporte.
Infelizmente, com o crescimento da massa e devido à horizontalidade do movimento, algumas pessoas que aparecem na Bicicletada acabam usando a força do grupo para extravasar todo a agressividade que sofrem no dia a dia. Uma coisa posso garantir, a massa só chegou a esse ponto porque atraiu pessoas (inclusive motoristas) que se identificaram com a alegria e descontração do movimento e não com uma possível agressividade.
Dá próxima vez que nos dirigirmos para uma Bicicletada, vamos deixar nossas raivas e frustrações de lado. Não vamos descontar em alguns motoristas (a maioria tão vítima como nós) as agressões que sofremos devido a essa política de mobilidade urbana. Vamos para a Bicicletada com um objetivo simples, o de mostrar o quão é prazeroso pedalar e provar a muitos motoristas e pedestres, que é possível sim pedalar nessa cidade e que estaremos sempre dispostos a ajudar quem quiser se juntar a essa massa que não para de crescer.